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Novembro/2006
WSPA
ALCANÇA 250 MIL ASSINATURAS PARA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DE BEM-ESTAR
ANIMAL
Brasil é o segundo país a recolher mais assinaturas
Rio de Janeiro, 10 de novembro
- O abaixo-assinado promovido pela Sociedade Mundial de Proteção
Animal- WSPA para a Declaração Universal de Bem-Estar Animal chegou,
no dia 6 de novembro, à marca de 250 mil assinaturas.
Ocupando a segunda colocação no ranking dos países que mais
assinaturas recolheram, o Brasil, com 32 mil assinaturas, só fica
atrás da África do Sul, com 54 mil assinaturas.
Para Antônio Augusto Silva, gerente de campanhas da WSPA o
engajamento da rede de afiliadas tem sido fundamental para a
quantidade de assinaturas recolhidas no país. “As pessoas acompanham
as iniciativas da WSPA e se comprometem em participar e em divulgar
as ações”, diz.
A
Declaração Universal de Bem-Estar Animal foi lançada mundialmente em
junho deste ano, durante o simpósio de afiliadas da WSPA em Londres.
O documento integra a campanha “Os animais são importantes para mim”
e estabelece diretrizes básicas de bem-estar, reconhecendo os
animais como seres sencientes, e sua proteção como importante meta
para o pleno desenvolvimento social das nações de todo o mundo.
A
WSPA pretende recolher 10 milhões de assinaturas e encaminhar o
documento à ONU para garantir métodos efetivos para livrar dos
maus-tratos bilhões de animais em todo o mundo, criando normas e
padrões a serem seguidos por todos os países membros das Nações
Unidas.
Para colaborar acesse
http://www.animalsmatter.org/
A ILUSÃO DO ABRIGO
Ana Lúcia Leão
Jornalista e membro do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e
da Cia. do Bicho
Inúmeras vezes ouvimos de pessoas que acabaram de recolher um animal
da rua dizer: "Ah! Se eu tivesse dinheiro para montar um abrigo!".
Fica bem claro, com este sonho, que elas nunca visitaram um, para
saber a realidade.
Um
abrigo começa sempre com as melhores intenções. Se quem o abre tem
uma certa dose de "pé no chão", imagina um número limite de animais
a serem abrigados. Mas o objetivo nunca é atingido. Seja porque se
condói dos animais abandonados que encontra; ou dos casos tristes
que donos contam para deixar a responsabilidade na mão do outros; ou
ainda, daqueles que abandonam na porta, ou jogam animais lá dentro.
Em
pouco tempo o limite anteriormente fixado é expandido. E quem
pensava ter 50 animais se vê com 100, 200 para alimentar, vacinar,
manter limpos, higienizar as instalações, etc. Já ouvi histórias de
fortunas perdidas em sonhos de abrigo. Recentemente a de uma senhora
que estava sendo obrigada a sacrificar os animais mais idosos e
doentes por não poder mantê-los, mesmo em precaríssimas condições.
Depois de seu patrimônio ter se acabado, passado pela fase de pedir
ajuda aos amigos, depois parentes, depois aos desconhecidos, por fim
a veterinários e à Proteção Animal para sacrificar os animais aos
quais ela sonhou dar uma vida melhor ou salvar da morte nas ruas.
Abrigo não é solução, é problema gerado pelo descaso social. Do lado
oposto de quem sonha montar um, existe a crença das pessoas em geral
de que basta pegar um animal na rua e metê-lo num abrigo para
resolver o problema. Quantas vezes ouvimos "leva pra Sociedade
Protetora dos Animais..." Se visitassem algum abrigo dos muitos
existentes por aí, veriam a triste realidade: Dezenas, até centenas
de animais se digladiando por comida, muitos doentes, e até casos de
canibalismo gerados pela fome. Mas ninguém pensa em como a
"Sociedade Protetora" vai conseguir recursos.
O
que a sociedade não vê, está muito claro para nós que lidamos com o
problema 24 horas por dia: em vez de abrigo, dar lar transitório,
uma casa de apoio. O animal é tratado, vacinado, esterilizado e
doado. E isso, por vezes, demora meses.
Como doar tantos animais e os resultantes dos naturais cruzamentos,
que nascem aos montes todos os dias? Como achar donos suficientes (e
responsáveis) que os adote?
Informando e educando as pessoas sobre posse responsável e fazê-las
compreender que esterilizar cães e gatos (fêmeas e machos) é a única
solução possível para o abandono de animais em massa com que
convivemos.
Mas o que é desesperante é ver ainda veterinários aconselharem donos
a deixar seus animais ter a primeira cria para só depois
esterilizá-los; donos darem a desculpa de que "esterilizar faz o
animal engordar" (é só continuar dando a mesma quantidade de
alimento que isso não acontece); desculpa da "falta de dinheiro "
(quando a Prefeitura e os grupos da Proteção oferecem cirurgias a
baixo custo ou mesmo gratuitas ); e da anti-social indústria dos
criadores.
E
estas mesmas pessoas ainda têm coragem de dizer que gostam de
animais, deixando nascer aqueles que serão doados para qualquer um.
Ou se alimentar de lixo. Ou morrer atropelados. Talvez sarnentos,
famintos, num abrigo irremediavelmente sem recursos, sem ao menos o
carinho de um dono.
MEMBRANA ARTIFICIAL
PERMITE MAIS EFICÁCIA E PRECISÃO NOS TESTES
Agência Efe
Uma equipe de pesquisadores da Universidade suíça de Neuchâtel
apresentou nesta segunda-feira um método que permite facilitar o
trabalho dos laboratórios e evitar a utilização de animais
nos testes de produtos contra carrapatos.
O
resultado do trabalho realizado por Thomas Krober e Patrick Guerin
no instituto de zoologia do centro universitário é uma membrana
artificial composta de celulose e silicone, que imita a fisiologia e
a elasticidade da pele.
Segundo os especialistas, o dispositivo permite comprovar de forma
mais rápida e econômica a eficácia de produtos contra os carrapatos.
Além disso, os agentes patógenos depositados pelo carrapato na
camada de sangue subjacente à membrana artificial podem se
recuperar, e sua identificação, segundo os pesquisadores, abre
caminho para a fabricação de remédios específicos contra
esses parasitas.
A
Universidade de Neuchâtel assinalou que esse procedimento pode
revelar-se especialmente útil tanto em países tropicais, onde o gado
tenha sido "infestado de carrapatos", como na luta contra doenças
transmitidas por insetos, como os mosquitos e as mosca tsé-tsé. |