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ASSOCIAÇÃO VIDA ANIMAL
RIBEIRÃO PRETO/SP

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."

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Junho/2007


PROTEÇÃO A TUBARÃO É DERROTADA EM FÓRUM DA ONU

Um fórum da ONU - Organização das Nações Unidas sobre espécies em perigo rejeitou propostas para colocar em prática controles sobre o comércio multimilionário de dois tipos de tubarão, altamente valorizados por sua carne e barbatanas. O cação-de-espinho e o tubarão-golfinho não tiveram sucesso em ganhar a proteção da Convenção para o Cites - Comércio Internacional de Espécies em Perigo.

 

Conservacionistas criticaram a decisão, dizendo que a recusa em limitar o comércio realça a força dos interesses comerciais sobre a proteção da vida selvagem. "O fracasso em listar o cação-de-espinho e o tubarão-golfinho (na Cites) é um vergonhoso triunfo da política sobre a conservação", afirmou Cliona O'Brien do grupo ambientalista WWF. "Nós precisávamos de ação, não de procrastinação".

 

"Este é um profundo desaponto", disse Carroll Muffett, vice-diretora de campanha do Greenpeace. "Hoje é o dia do oceano e os grupos do Cites decidiram celebrá-lo com a rejeição da proteção aos dois tubarões". A Alemanha, agindo em nome da União Européia, pediu às 171 nações signatárias do pacto da Cites para listar o cação-de-espinho e o tubarão-golfinho no Apêndice 2, que regula o comércio de animais e plantas ameaçados.

 

A União Européia e os Estados Unidos, que também apoiaram as propostas, argumentaram que as duas espécies de tubarões apresentaram um substancial declínio em partes do mundo em que os organismos pesqueiros regionais falharam em administrar os estoques corretamente. As propostas para os tubarões receberam mais da metade dos votos no encontro do Cites de 3 a 15 de junho em Haia, mas ficaram bem abaixo dos dois terços necessários para aprovação.

Nações pesqueiras como o Japão, Noruega, Coréia, China e alguns países da América do Sul se opuseram à proteção da Cites para os tubarões, afirmando que a convenção não era o lugar apropriado para lidar com a indústria pesqueira. Eles são apoiados pela FAO - Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, que reconheceu um declínio significativo em algumas regiões, mas disse que globalmente os tubarões não atenderam ao critério de declínio biológico necessário para listagem no Apêndice 2.

A pesca indiscriminada levou a um declínio de 95% na população do cação-de-espinho na América do Norte nos últimos 10 anos, disse a WWF. Já a população do tubarão-golfinho teve uma queda de 89% naquela região nos últimos 40 anos. (Reuters/ Terra)

 

CÓDIGO INSTITUI NORMAS PARA EVITAR MAUS-TRATOS DE ANIMAIS 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 215/07, de autoria do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que institui o Código Federal de Bem-Estar Animal. A proposta estabelece normas para as atividades de controle populacional e de zoonoses, experimentação científica e criação.

O projeto, segundo Tripoli, atende ao padrão mundial que reprova os maus-tratos aos animais domésticos, àqueles usados em testes científicos e de produtos cosméticos e aos criados para consumo humano.

O autor cita a experiência do Farm Animal Welfare Council, do Reino Unido, que defende em suas normas que os animais devem estar livres de ferimentos, doenças, fome, sede, desconforto, dor, medo e estresse.

Segundo a proposta, os animais domésticos, os recolhidos pelo Poder Público e os mantidos em criadouros deverão ficar em ambiente que garanta cada fase de seu desenvolvimento, consideradas as condições sanitárias e ambientais, de temperatura, umidade relativa, quantidade e qualidade do ar, níveis de luminosidade, exposição solar, ruído, espaço físico, alimentação, enriquecimento ambiental e segurança.

Testes de produtos
O projeto determina que os laboratórios que não usarem animais em testes poderão receber benefícios ou incentivos fiscais e exibir, nos rótulos das embalagens de seus produtos, a expressão "produto não testado em animais". Em contrapartida, as empresas que optarem por testar os produtos em animais também deverão trazer essa informação nos rótulos.

Testes científicos
O texto proíbe o uso de animais para fins científicos ou didáticos quando existirem métodos alternativos ou substitutivos à experimentação ou se o procedimento causar dor, estresse ou desconforto ao animal. As escolas também não poderão usar animais em seus laboratórios.

A anestesia será obrigatória nos procedimentos dolorosos e não poderá ser substituída por bloqueadores neuromusculares ou relaxantes musculares.

A experimentação ficará condicionada ao compromisso moral do pesquisador ou professor, firmado por escrito, responsabilizando-se por evitar sofrimento físico e mental ao animal.

Controle populacional
O código estabelece normas para enfrentar o problema da superpopulação de cães e gatos nos centros urbanos. O deputado lembra que muitos municípios ainda utilizam a prática de sacrificar esses animais como forma de controle sanitário. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), "o recolhimento e a eliminação de animais são contraproducentes tanto para se manter uma população não suscetível à raiva quanto para o controle da produção animal".

Tripoli propõe no código o controle da população de cães e gatos com a implantação de programas de registro e identificação de animais, associados à esterilização e à adoção. Ele sugere também a instituição de um cadastro nacional de estabelecimentos de criação e comercialização de animais.

Os animais doentes ou agressivos deverão ser recolhidos das ruas, dentro de normas de bem-estar: eles não poderão ser arrastados, laçados ou içados; deverão ser contidos por mordedor ou guia macios; cães deverão ficar separados de gatos; e as fêmeas deverão ser recolhidas junto de suas ninhadas.

Os animais recolhidos serão esterilizados e poderão ser devolvidos ao local de procedência, encaminhados à adoção ou doados.

Criação
O projeto institui ainda normas de bem-estar na criação, reprodução, manejo, transporte, comercialização e abate dos animais destinados ao consumo ou para produção de subprodutos. O autor lembra que o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, além do segundo maior em frangos e o quinto em carne suína.

O texto proíbe o transporte de animais a pé; com patas amarradas; de cabeça para baixo; em contêiner pequeno para seu tamanho. No abate, será obrigatório o uso de métodos de insensibilização do animal, e vedado o uso de marreta ou choupa. Os bovinos encaminhados ao abate entre 15 e 18 meses não poderão ser castrados. Na castração dos demais, será obrigatório o uso prévio de anestesia.

Também fica proibida a criação de bovinos para comercialização de carne de vitela (bovino com menos de um ano).

A criação de suínos deverá prever um comedouro para cada quatro animais e um bebedouro para cada dez. Os leitões não poderão ser desmamados antes de completar três semanas de idade e não poderão ser castrados antes de atingir a puberdade.

Tramitação
O PL 215/07 será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta tramita em caráter conclusivo e a ela foi apensado o Projeto de Lei 1158/07, do deputado Silvinho Peccioli (DEM-SP), que trata da posse responsável de animais domésticos. (Envolverde/Agência Câmara)

 

VAQUEJADA
Proteção dos animais

Para evitar maus tratos aos animais expostos em rodeios realizados no Parque da Vaquejada, o Ministério Público do Distrito Federal firmou ontem um Termo de Ajustamento de Conduta ( TAC) com José Raul Alkmin Leão, proprietário da área. De acordo com o TAC, elaborado Pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, não poderão ser realizadas quaisquer atividades com o estrangulamento dos animais, provas de laço do bezerro ou competições que provoquem torção ou imobilização do pescoço dos animais.Também não poderão ser utilizadas esporas. A multa em caso de descumprimento é de R$ 20 mil por infração. "

Para ela, a alta prevalência de sentimentos negativos entre as mulheres pode ser explicada pela maior aversão em relação ao sofrimento dos animais. “Os homens, talvez por uma questão social, tendem a disfarçar suas emoções, o que explicaria o baixo predomínio de sentimentos negativos relacionados aos animais de laboratório”, sugere a pesquisadora, que também leciona no curso de medicina veterinária do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), em Santos. 

 


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