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ASSOCIAÇÃO VIDA ANIMAL
RIBEIRÃO PRETO/SP

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."

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Novembro/2007


PATÊ TRAIÇOEIRO

Agência FAPESP – Quando se acumula ao redor dos vasos sangüíneos e em diversos tecidos o amilóide - proteína que normalmente não está presente no corpo humano – causa-se a amiloidose. A doença, rara e incurável, pode ser potencializada pelo consumo de foie gras – uma típica iguaria francesa feita a partir do fígado de gansos ou patos superalimentados. A conclusão é de uma pesquisa realizada por cientistas norte-americanos e suecos, que será publicada no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas).

As amiloidoses são disfunções causadas pelo dobramento de proteínas amilóides adquiridas ou herdadas, que são convertidas em agregados fibrosos. O processo pode ser iniciado ou acelerado por nódulos fibrosos formados a partir de precursores amiloidogênicos que servem como Fatores de Potencialização Amilóide (FPA). O grupo fez uma análise histoquímica de várias amostras de foie gras de pato ou ganso
comercializado nos Estados Unidos e na França e constatou a presença de amilóide.

Os dados experimentais, de acordo com os pesquisadores, fornecem evidências de que comida que contém amilóide apressa o desenvolvimento da amiloidose em uma população suscetível. A amiloidose é uma doença rara, que afeta oito em cada 1 milhão de pessoas. Progressiva e geralmente incurável, a patologia se apresenta em diversas formas. Na amiloidose primária, a causa é desconhecida, mas a doença está associada a alterações das células plasmáticas, como o mieloma múltiplo. A amiloidose secundária é a que está associada a outras doenças, como tuberculose, infecções dos ossos ou artrite reumatóide, por exemplo. Há ainda a amiloidose associada ao envelhecimento normal, que afeta particularmente o coração. Normalmente, a causa do acúmulo excessivo de amilóide é desconhecida. O acúmulo de grandes quantidades de amilóide pode compromenter o funcionamento normal de muitos órgãos. Os sintomas da amiloidose dependem do local onde amilóide se acumula. Muitos indivíduos apresentam poucos sintomas, enquanto outros apresentam uma doença grave e potencialmente letal.

 

REFLORESTAMENTO NÃO RECUPERA DIVERSIDADE AMAZÔNICA  

Ambiente Brasil - Uma pesquisa feita por uma universidade britânica e um museu brasileiro, divulgada nesta terça-feira (13), revela que o reflorestamento de florestas tropicais pode ser inútil na tentativa de conservar a biodiversidade dessas áreas.

No estudo, pesquisadores da Universidade de East Anglia e do museu Emílio Goeldi, de Belém (PA), analisaram quinze áreas de floresta no nordeste da Amazônia brasileira, recolhendo informações sobre animais e plantas em cinco florestas primárias (mata virgem), cinco secundárias (que crescem sobre áreas antes desmatadas) e cinco florestas de reflorestamento com árvores de eucalipto. Os resultados revelam que pelo menos 25% das espécies analisadas não foram encontradas fora da mata virgem.

Segundo Jos Barlow, cientista que participou da pesquisa, "o estudo oferece o melhor cenário", já que as áreas de floresta secundária e reflorestamento analisadas ficam relativamente próximas de florestas primárias. "Muitas áreas de reflorestamento e florestas em regeneração (...) estão muito mais distantes de florestas primárias, e a vida selvagem pode não conseguir ressurgir nessas áreas."

Carlos Peres, pesquisador que liderou o estudo, disse que a pesquisa deixa claro que é muito melhor preservar as florestas primárias do que realizar o reflorestamento das regiões devastadas. "Desta forma, nós maximizamos a biodiversidade e o índice de carbono de áreas inteiras."

A pesquisa também indica que as florestas de reflorestamento não são tão eficientes na absorção de dióxido de carbono da atmosfera, em comparação com as florestas primárias.
 


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