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ASSOCIAÇÃO VIDA ANIMAL
RIBEIRÃO PRETO/SP

"Primeiro foi necessário civilizar o homem em relação ao próprio homem. Agora é necessário civilizar o homem em relação a natureza e aos animais."

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Janeiro/2006
 

PESQUISA APONTA BENEFÍCIOS NO CONVÍVIO COM CÃES

   Ter cachorro faz bem para a saúde dos idosos. A máxima é da Associação Americana de Cardiologia (AHA - American Heart Association).

   Num estudo concluído este ano com cardíacos internados na UTI, observou-se que 94% das pessoas que tinham um animal sobreviveram um ano depois da internação. Entre os que não tinham um bicho de estimação, a sobrevida foi menor: apenas 71%. "Os benefícios comprovados de ter um animal de estimação são menor pressão arterial e menores taxas de triglicerídeos e colesterol, que são fatores de risco para o coração", explica a cirurgiã Sunao Nirhio. "Além disso, a gente nota uma melhora nos distúrbios mentais do paciente em relação a depressão e demência."

   De acordo com as pesquisas, as pessoas que convivem com animais têm uma resposta melhor ao estresse, apesar de serem submetidas aos mesmos fatores estressantes que as pessoas sem bichos de estimação. Os animais também estimulam seus donos a fazer atividades físicas e diminuem o sentimento de solidão. Viúva há oito anos, dona Margaridinha teve muita ajuda da bassê Cherry para superar a morte do marido. Reanimada, ela até posou para um calendário. "Com a perda do meu companheiro, aprendi a substituir com a Cherry o carinho que eu tinha por ele", conta dona Margaridinha.

   Os benefícios do convívio com um cachorro são tantos que existe uma ONG em São Paulo especializada em treinar cães para ficar com idosos. "Quando aparece um animal, o idoso se sente renovado, com poderes e autonomia sobre outro ser", anlisa a psicóloga Kátia Aiello, da ONG Cão do Idoso.

   A adestradora Carla Venturelli acrescenta que os idosos que têm animais procuram estar bem física e mentalmente para poder cuidar dos bichos. E tem mais: a pesquisa indica que ficar 12 minutos na companhia de um cão diminui a ansiedade e a pressão, o que é ideal para quem está se recuperando de uma cirurgia cardíaca. Tal foi o caso do aposentado José Roberto Faria Lima, que colocou duas pontes de safena há cinco anos. "Meus dois cães malteses tiveram um papel muito importante na minha recuperação", recorda Faria Lima. "Eu tinha que fazer uns exercícios e eles me acompanhavam nas caminhadas pelo bairro, isso sem falar no carinho. Graças a eles, a minha recuperação foi menos traumática."
 

MEATRIX

Assista ao vídeo disponível no link abaixo e saiba um pouco mais sobre Educação Ambiental e Saúde.

http://www.themeatrix.com/portuguese/

 


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