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Fevereiro/2006
BRASIL VAI SEDIR 1º CONGRESSO VEGETARIANO
DA AMÉRICA LATINA
Depois do sucesso do 36º Congresso Mundial, em 2004, que superou
expectativas reunindo mais de 2 mil participantes de 35 países, em
Florianópolis (SC), o Brasil foi escolhido para sediar o 1º Congresso
Vegetariano Latino Americano, que acontece de 04 a 08 de agosto de 2006,
no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Destinado ao público em geral, a nova edição - "Paz para todos os
seres: por um mundo saudável, sustentável, compassivo" - espera receber
cerca de 10 mil visitantes e vai abordar temas como destruição da Amazônia
e a crueldade com animais.
Marly Winckler, presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira,
explica que a vinda do Congresso Vegetariano no Brasil e especialmente a
escolha do País para sediar o evento latino-americano é conseqüência de um
conjunto de fatores como o grande crescimento do número de vegetarianos no
País.
Cidadania - "Aos poucos se percebe que o vegetarianismo também é um
exercício de cidadania. Pois não é meramente a opção de não comer carne e
ou consumir produtos de origem animal. A base desse conceito é não
contribuir com a cadeia de crueldade que cerca esse universo e assumir
nossas responsabilidades individuais com o Planeta", observa Marly.
Ela explica que existem muitos componentes que envolvem esse universo.
Muitas vezes, vegetarianos são cidadãos envolvidos com a causa de proteção
animal, que por sua vez estão ligadas diretamente a saúde pública e ao
cuidado com o meio-ambiente. Mas, isso significa acima de tudo que o
primeiro passo é o "cuidar-se". Pois vegetarianos procuram sempre variar a
alimentação e ainda obter conhecimentos sobre os nutrientes que ingerem. O
que desponta aqui, por sua vez, um grande público consumidor. Trata-se de
um nicho de mercado essencialmente preocupado com alimentação.
Floresta Amâzônica - Além do melhor da gastronomia mundial, durante
cinco dias os visitantes poderão participar de conferências, oficinas e
seminários de arte, moda, gastronomia e discussões sobre o meio-ambiente.
Nesse último item, especialmente sobre a destruição da Floresta Amazônica
pela agropecuária, fato que já chama a atenção em nível global.
Jaulas Vazias - Entre os palestrantes já confirmados destacam-se nomes
como Tom Regan, uma das maiores autoridades mundiais em direitos e ética
dos animais, professor de filosofia na Universidade da Carolina do Norte,
conhecido pela publicação de livros como The Case for Animals Rights (Os
direitos dos animais) e Animal Rights and Human Obligations (Os direitos
dos animais e as obrigações humanas) – organizado junto com Peter Singers,
conhecido como o filósofo da libertação a animal - e "Jaulas Vazias",
recentemente lançado no Brasil.
Gastronomia - Já quando o assunto é gastronomia os destaques estão o
panamenho Aris La Than, PHD em Ciência da Alimentação; e Ana Branco,
professora do departamento de artes da PUC-RJ, que orienta o "BioChip",
grupo que investiga as cores e a recuperação da informação através do
desenho com alimentos crus.
Praça de alimentação - A estrutura desta edição prevê a instalação de
uma praça de alimentação aberta ao público. Nela, haverá uma grande
variedade de comida que vai desde pratos muito elaborados até a "junk food",
sempre sem componentes de origem animal. Para trocar receitas e comprovar
ao público mais uma vez o sabor da alimentação vegetariana, os visitantes
poderão assistir (e experimentar) as delícias da cozinha vegetariana, nas
demonstrações com chefs internacionais, que vão mostrar as várias
tendências dessa cozinha como o crudivorismo, receitas com alimentos crus.
Moda & Beleza - Paralelamente ao evento também deverá acontecer a 2ª.
Edição do "VEG FASHION", um desfile de modas com roupas e acessórios que
não contêm componentes de origem animal. Quem quiser assistir as palestras
poderá comprar as entradas pelo site da
Sociedade Vegetariana Brasil.
Fonte:
Cidadeverde.com - Adaptado por Adriano Oliveira
DECRETO PROÍBE APRESENTAÇÃO DE CIRCOS COM
ANIMAIS EM SÃO PAULO
Roberto Trípoli, presidente da Câmara Municipal de São Paulo, em
exercício no cargo de Prefeito, assinou o Decreto 46.987/06, publicado no
Diário Oficial em 9 de fevereiro desse ano, regulamentando a Lei 14014/05,
que proíbe a utilização de animais de qualquer espécie em apresentações de
circos e congêneres na cidade de São Paulo.
Trípoli, como ambientalista e defensor da vida animal, declarou-se
honrado por ter assinado tal decreto, que significa mais uma vitória do
movimento de proteção animal na quarta maior cidade do mundo.
Exercendo o cargo de Prefeito, Trípoli também aproveitou para reunir-se
com a Secretária da Saúde, Maria Cristina Cury, e discutir, entre outros
pontos, o aumento dos programas de esterilização de cães e gatos de
proprietários carentes. Estes programas são realizados, há quatro anos,
por cinco ONGs conveniadas com a Secretaria da Saúde. Em média, são
esterilizados 25 mil animais/ano, quando o ideal, para realmente controlar
o excesso populacional, seria castrar 150 mil animais/ano.
Trípoli acertou com a Secretária que o número de ONGs será triplicado,
com o objetivo de atingir 100 mil esterilizações/ano. A Prefeitura
atualmente gasta perto de 2,2 milhões de reais por ano somente para
capturar, manter e matar perto de 18 mil cães e gatos todo ano. Em
programas de esterilização e educação da população, são gastos perto de
900 mil reais/ano. Portanto, gasta-se excessivamente para matar, com
resultados duvidosos no Controle de Zoonoses e da saúde publica, e bem
menos para investir em manutenção da vida animal e educação da sociedade.
Também serão construídos dois novos CCZs e ampliados maciçamente os
programas de educação para a propriedade responsável, atingindo o maior
número de crianças possível. Além disso, o vereador destacou que é preciso
também ensinar para as crianças a importância de preservar o meio
ambiente, diminuir os ruídos da cidade, produzir menos lixo e menos
poluição.
Fonte: Assessoria de Imprensa do Vereador Tripoli - Adaptado por
Adriano Oliveira
COZINHEIRO É PRESO APÓS DECEPAR CAUDA DE CAVALO
RIO DE JANEIRO - A criatividade dos foliões para ter uma fantasia
criativa pode virar brincadeira de mau gosto e crueldade. Disposto a fazer
bonito no carnaval, o cozinheiro de um hotel-fazenda em Friburgo, Eduardo
Henrique Pereira da Silva, de 52 anos, mais conhecido como Malu, decepou a
cauda de um cavalo de raça, avaliado em cerca de R$ 50 mil, para fazer uma
peruca.
Denunciado por colegas que ouviram seus planos para o carnaval, Malu
chegou a negar o crime. Mas o adereço foi encontrado na cabeceira de sua
cama. Ele foi preso e autuado na 151º DP (Nova Friburgo) por maus-tratos
contra animais e pode pegar até um ano de cadeia.
Como a pena para o crime é branda, ele responderá em liberdade. Mas os
donos do hotel, indignados com a crueldade contra o cavalo, decidiram
demitir o cozinheiro por justa causa.
A história foi revelada pelo jornal O Dia, que trouxe a foto do animal
sem rabo e do cozinheiro que, diante dos policiais, chegou a demonstrar
como lhe cairiam bem os apliques feitos com os pelos do rabo do animal.
Segundo o hotel-fazenda, o cavalo campolina mudou de comportamento e
está definhando. Sem os pelos garbosos, o cavalo passou a ficar amuado e
parou de comer.
O veterinário André Maia, do Zoológico de Niterói, explica que a cauda
do cavalo tem uma função biológica. "Não chegou a ser uma mutilação,
porque o corte não atingiu as vértebras e os pelos vão crescer de novo.
Mas é uma crueldade, uma vez que o rabo afasta os mosquitos e defende o
animal de parasitas", explicou ao Último Segundo.
O veterinário disse que já tinha ouvido casos de mutilação do rabo de
vaca, mas nunca nada parecido envolvendo um cavalo. "Nos casos que fiquei
sabendo, a pessoa corta o rabo para comer, porque quer continuar com a
vaca para tirar leite", diz.
Além de considerar a brincadeira de péssimo gosto, o veterinário
adverte que usar a cauda de cavalo para se fazer peruca é uma péssima
idéia, uma vez que o pelo não se assemelha em nada com o humano. "O pelo
do cavalo é 30 vezes mais grosso, além de ser duro e rígido", diz.
Maia afirma que a perda da cauda pode levar o animal a uma situação de
stress. Mas acredita que a falta de apetite do animal possa estar
relacionada a alguma outra doença e não só à perda do pelo da cauda.
Fonte: Último Segundo - Adaptado por Adriano Oliveira
PORTO ALEGRE INSTITUI PROGRAMA DE PROTEÇÃO
AOS ANIMAIS DOMÉSTICOS
O prefeito de Porto Alegre (RS), José Fogaça, sancionou no último dia
30 de janeiro, a lei de autoria do vereador Sebastião Melo, que institui o
Programa de Proteção aos animais domésticos.
A Lei
prevê, dentre muitas diretrizes, o estímulo à posse responsável, o
controle populacional de animais domésticos, e a regularização do trabalho
do Centro de Controle de Zoonoses, prevendo a eutanásia apenas em casos
terminais comprovados.
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