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Setembro/2006
PEÃO: Juiz restringiu maus-tratos
A Justiça de Limeira determinou a proibição do uso equipamentos que
causassem maus tratos aos animais que participassem das provas de
rodeio da Festa do Peão de Limeira, restringindo dessa forma maus
tratos contra os animais. A ordem foi dada pelo juiz-substituto José
Augusto Reis de Toledo Leite, da 1ª Vara Cível. Ele assinou despacho
na última terça-feira, primeiro dia da festa, após uma ação civel
pública movida por uma ONG de Santo André, a Associação de Proteção
Ambiental (Mountarat).
Na ação, a ONG pediu, por meio de liminar, a suspensão imediata das
provas feitas com animais durante o rodeio. O juiz negou a liminar,
mas determinou a proibição do uso dos apetrechos e a fiscalização de
um veterinário nos seis dias de festa.
A ação, assinada pela advogada Renata de Freitas Martins, aponta que
durante a festa seriam realizadas provas que causam danos físicos
aos animais - práticas vedadas pela Constituição Federal. São
citados no processo os principais equipamentos que machucam bois,
touros e cavalos: 1) sedém: espécie de cinta, de crina e pelo, que
se amarra na virilha do animal e, apertada nas regiões do intestino
e genital, faz com que ele pule e galope; 2) esporas: objetos
pontiagudos ou não, acoplados às botas dos peões, que servem para
golpear o animal; 3) polaco: sinos que, de acordo com a ONG, causam
irritação nos animais.
A ação reúne laudos e pareceres de especialistas que apontam que a
prática do rodeio é ilegal e inconstitucional.
A Prefeitura de Limeira e o Clube dos Cavaleiros foram arrolados
como réus na ação. Porém, o juiz da Vara da Fazenda Pública, Flávio
Dassi Vianna determinou a exclusão do Executivo do pólo passivo da
ação, por entender que a prefeitura não tem competência para
fiscalizar normas técnicas que regem os rodeios. O mérito da ação
ainda não foi analisado. (Nani Camargo - Limeira)
14/09/2006
Aquecimento global não é culpa do Sol, diz estudo
O efeito da radiação solar na mudança climática da Terra é pequeno,
de acordo com estudo publicado nesta quarta-feira (13) na revista
científica Nature. Até agora, críticos da teoria de que o clima do
planeta estaria mudando por conta da poluição gerada pelo homem
apontavam a variação na atividade do Sol como uma explicação
alternativa.
Mas um estudo realizado pelo Centro Nacional de Pesquisas
Atmosféricas de Boulder, nos EUA, mostra que a influência do Sol no
clima da Terra, ao menos nos últimos séculos, foi mínima.
Os cientistas compilaram dados climáticos do último milênio e os
compararam com variações da radiação solar, causadas por manchas
solares e outros fenômenos. Esses pesquisadores concluíram que a
energia vinda do Sol não teve grande influência no clima terrestre,
pelo menos entre o século 17 e o presente, e provavelmente por
vários milênios..
"Nossos resultados indicam que, durante o último século, a
influência humana na mudança climática pesa muito mais do que as
variações da luz solar", disse o responsável pela pesquisa, Tom
Wigley.
Além disso, a análise da atividade solar desde 1978 mostra que o
brilho da estrela aumentou um máximo de 0,07%, variação pouco
significativa e que dificilmente teria contribuído para aceleração
do aquecimento da Terra. (Efe/ Estadão Online) |